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08/11/15 ● Já jogou ALL THE WAY DOWN? Em meio a uma forte nevasca, ajude um homem perdido em um obscuro vilarejo a encontrar abrigo.

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Autor Tópico: Roteiro Coletivo - O Mundo Perdido  (Lida 26063 vezes)
Julho 21, 2012, 09:57:06
RafaelGC
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'Morte gosta de gatos'


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« : Julho 21, 2012, 09:57:06 »

Estou montando esse tópico para que pessoas interessadas possam interagir ajudando a montar uma história, um possível roteiro para um adventure. Claro que não existe a certeza desse se tornar um game, mas, quem sabe O importante é se divertir, postando a continuação da história seguindo a postagem mais recente, seja feita por outro membro ou não. Basta estar cadastrado, entrar nesse tópico e clicar no botão RESPONDER, lá no final da página.

Vamos começar:


O Mundo Perdido

Um garotinho acorda no meio de uma noite fria, olha pela janela e observa atentamente uma forte tempestade. O cenário é um pequeno apartamento, alto, talvez 20º andar. Ao lado da cama do garoto tem uma espreguiçadeira, e nela está uma senhora dormindo profundamente. Sobre ela tem um livro de medicina, indicando a possível profissão dela. No ambiente, nessa pequena sala, tem uma televisão com o volume muito baixo.

É possível observar uma estática na tela, sendo que em alguns momentos é possível ver um jornalista dando uma notícia muito séria, como se fosse um holocausto ou algo do tipo, mas não é possível ler o que está escrito ou mesmo aumentar o volume, senão pode acordar a pobre senhora...
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Fevereiro 01, 2013, 05:26:33
RafaelGC
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'Morte gosta de gatos'


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« Responder #1 : Fevereiro 01, 2013, 05:26:33 »

Bom, já que ninguém veio aqui continuar a história, segue sequência d’O Mundo Perdido…

Eis que o garoto ouve um estrondo que balança todos os móveis da sala, deixando cair inclusive uma caixa que estava no alto do armário, coisa antiga. Mesmo com o tremor a mulher continua na mesma, dormindo profundamente.

O garoto, curioso como qualquer criança da mesma idade, corre atrás da caixa e começa a fuçar, e dentro, encontra um livro, lacrado, fechado com um pequeno cadeado, dando a impressão de guardar algo importante, talvez seja um diário.

Olhando pela janela é possível ver a chuva torrencial caindo. Parece que após o estrondo a chuva ainda mais intensa, nem parece ser gotas e sim um gigantesco balde de água caindo sem parar.

Ainda curioso por conta do livro trancado, o garoto pega uns talheres e começa a forçar a fechadura, tentando rompe-la, mas nada surte efeito, nem mesmo tacando contra a parede, e acredite, ele tentou, em vão, claro.

Assim que o livro caiu no chão, uma forte luz aparece envolvendo as fresta da porta de saída (ou de entrada, dependendo do caso) do pequeno recinto. Era amarela mas que brilhava as vezes tão forte que se transformava em branca.

O garoto fica com medo, mas corre atrás do livro caído no chão com medo de que alguma coisa saia por de baixo da porta e roube o livro. Após pega-lo, abraçando-o com força, algo lhe dá coragem de girar a maçaneta da porta, só pra ver o que pode ser aquela estranha luz...
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Fevereiro 18, 2013, 05:05:02
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« Responder #2 : Fevereiro 18, 2013, 05:05:02 »

Cara, excelente idéia! Mas estou num momento de pouca criatividade agora, então não vou adicionar nada neste momento. Mas no fim de semana eu penso com mais calma numa continuação pra essa idéia, e, se ninguém continuar a estória, eu acrescento aqui nesse post.
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Outubro 15, 2013, 08:50:12
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« Responder #3 : Outubro 15, 2013, 08:50:12 »

Q tal uma pequena continuação 
Após terminar de abrir a porta, o garoto põe sua mão para cobrir seu rosto devido a claridade e, depois de poucos segundos, se depara com uma vista inacreditavel de uma bela paisagem. Ele avista alguns pássaros estranhos sobrevoando bem no alto, vê umas espécies de cavalos, fica completamente de boca aberta e não consegue acreditar em seus próprios olhos.

Então, uma criatura estranha de casco, parecido com a de um caracol, começa a descer as paredes que ficam acima da porta da onde o garoto havia saido. Ele agarra o livro com força e grita para a criatura 'Saia daqui! Esse livro é meu!' e corre desesperado para debaixo de uma árvore logo a frente.

Quando a criatura levanta sua pata para ataca-lo um vulto surge atacando a criatura para longe, quando o garoto ergue sua cabeça para ver avista um guerreiro, com uma armadura prateada e roxa segurando uma espada longa, que reluzia de tanta beleza.

O guerreiro pergunta: 'Você está bem?'

O garoto acena com a cabeça afirmando estar bem, o guerreiro vira de volta para a criatura e com um pulo usa sua espada para atacar. Nesse instante a criatura ergue-se para revidar, mas outro vulto surge e um hipogrifo surge pegando o guerreiro no ar.

A criatura da um berro como se estivesse reclamando de o guerreiro ter se esquivado. Ele da um sorriso e ordena que o hipogrifo voe na direção dele e, posicionado cara a cara com a criatura, infinca sua espada em seu casco, quebrando-o e perfurando seu corpo.

A criatura foge da batalha, o guerreiro se vira para o garoto e anda na sua direção e diz: 'Esta tudo bem agora. Aquele bicho não irá te incomodar mais.', o garoto ainda impressionado somente consegue olhar para o guerreiro e de sua boca não é pronunciada nenhuma palavra, o guerreiro retira seu elmo da cabeça, com isso sua face é mostrada. O guerreiro na verdade era uma mulher, e ao retirar o elmo seus longos cabelos se soltam com o auxílio do vento.

'O que houve, não consegue dizer nada? O tigre comeu sua língua?', diz ela. Ela pergunta de onde o garoto viera, pois ninguém que era de lá ousaria ficar cara a cara com aquela criatura, que era chamada de caranguejo do gramado.

Ela o ajuda a levantar e pergunta: 'Você tem mesmo sorte. Qual o seu nome?'
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Outubro 19, 2013, 12:37:47
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« Responder #4 : Outubro 19, 2013, 12:37:47 »

O garoto parece estar em estado de choque, tremendo, suando frio, como se tivesse visto um fantasma - e foi quase isso que viu mesmo, afinal, não é comum ver um homem-caramujo tentando te devorar.

A bela guerreira finca sua espada no chão, beija um de seus anéis de vidro em seus dedos, ergue suas mãos para o céu e uma nuvem surge, uma neblina, densa, que se alastra cobrindo todo o campo.

Mesmo travado, o garoto escuta um sussurro, era a voz doce da mulher cantarolando algo incompreensível. Logo em seguida, a neblina começa a se dissipar e para o espanto o jovem, ao redor da espada surge aos poucos uma mesa repleta de comida, e três cadeiras de madeira acolchoadas.

A mulher convida o garoto para se sentar junto a ela. Ele aceita balançando a cabeça com um não, mas querendo dizer sim.

Enquanto os dois se banqueteiam e o hipogrifo dorme ao sol sobre uma das árvores ao redor, a guerreira começa a contar o motivo do caramujo ter tentado atacar...
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Outubro 22, 2013, 10:39:42
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« Responder #5 : Outubro 22, 2013, 10:39:42 »

– Ele era um dos guardiões do Ecolíven. Ele não deve ter gostado de você – falou a guerreira esticando a perna enquanto mirava o garoto com certa curiosidade tal como o garoto também a mirava.
– O que... onde eu estou? – perguntou o garoto. Suas memórias estavam confusas e ele não conseguia se lembrar de como realmente fora parar ali. Só se lembrava de ter acordado de um sono profundo e visto uma mulher... a mulher. O garoto se levantou e olhou para trás. O quarto, a mulher sob a espreguiçadeira, tudo havia desaparecido.
– Você está em Leví, garoto. Aceita um chá?
– Chá? – perguntou, mas não hesitou e apanhou uma xícara de chá. Estava faminto. Ao beber, apanhou um pedaço de pão e devorou logo em seguida.
O garoto olhou estranhamente pelo ombro da guerreira e avistou algo que não havia reparado antes. Uma enorme árvore primitiva e de um tronco da grossura de uma casa se erguia até os céus e fazia sombra sobre eles. Engraçado que ele não havia reparado na árvore no momento em que saiu pela porta.
O garoto ergueu sua mão e percebeu que ainda segurava o livro misterioso, no entanto este não brilhava mais. Mas a maior surpresa, foi a da guerreira que ao perceber o que o garoto segurava, sobressaltou-se e admirou-a na mesma hora.
– Que... livro é esse?
– Eu não sei. Eu achei ele há poucos minutos. Numa sala...
A guerreira parecia não acreditar no que ele dizia, mas assentiu. Enquanto o garoto devorava seu pão, a mulher nem sequer se movia. Apenas parecia fixar o livro com tamanha curiosidade.
– Estava com fome – disse ela.
O garoto não respondeu, muito menos sorriu. Terminou de tomar seu chá e olhou para o seu redor.
– É tão estranho.
Folhas caíam sob a mesa, parecia estar próximo da estação de outono. O chão estava coberto de folhas e pelas frestas dos galhos da árvore, era possível admirar um sol brilhante.
Uma brisa percorreu por seu cabelo o fazendo balançar. Ele tinha cabelos grandes, não compridos, mas grandes. E ele não fazia ideia disso.
O garoto olhou para o livro e tentou ler sua capa. “O MUNDO PERDIDO”. E logo abaixo, em menor destaque “O que acontece quando a realidade é prevista pelo imaginário?”.
– Como eu abro isso?
– Eu não abriria se fosse você – aconselhou a guerreira. Ela parecia conhecer o objeto pelo qual o garoto estava curioso. Mas nada fazia sentido.
– Foi coincidência você ter me salvado?
– Como eu disse rapaz, você teve sorte. Eles são terríveis quando provocados. O que você fez a ele?
– Eu? Nada, eu só... quem é você?
– Lindy... pode me chamar de Lindy.
– Nome legal – elogiou o garoto tentando causar boa impressão.
– Não é meu nome. Só disse que pode me chamar de Lindy.
« Última modificação: Outubro 22, 2013, 10:40:25 por RafaelGC » Registrado
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« Responder #6 : Outubro 25, 2013, 01:30:12 »

- Lindy?! Mas que nome mais idiota! Vai mesmo ludibriar esse jovem como fez com aquela senhora? - Disse em voz alta o hipogrifo ainda deitado sobre as folhagens.

A guerreira instantaneamente fechou a cara, se levantou e ficou de costas para o moleque, meio que como um sinal de vergonha, não sabendo onde enfiar sua cara.

- Ouça meu jovem, não vou mais omitir minhas opiniões nesse mundo enquanto vejo tudo ao meu redor se transformando em ruinas. Agora que está seguro e de barriga cheia, acho que está pronto para ouvir algumas verdades. – Disse a criatura.

- Essa mulher que a pouco te salvou é minha irmã, Miranni. Meu nome é Taronno. Esse livro em suas mãos é sua alma, por tanto proteja-o da vista de tudo e de todos! - Exclamou o grande pássaro enquanto descia da árvore em direção a mesa onde estava sentado o jovem, falando de forma clara, lentamente para nenhuma informação ser perdida.

A mulher pois a mão no rosto como um sinal de vergonha e desaprovação, mas não soltou qualquer palavra. O garoto estava mais uma vez petrificado enquanto tentava processar todas aquelas informações proferidas de um pássaro gigante que fala... Agora eram muitas as perguntas a serem feitas, mas, a pior que todas era sobre o tal livro ser sua "alma". Rapidamente o garoto escondeu o livro dentro de sua blusa de frio que estava vestindo, escondendo-o conforme a sugestão de seu amigo de penas, e perguntou: - Senhor pássaro, quero dizer, Taronno, onde eu realmente estou?!

- Meu rapaz, como posso te explicar sem você piorar essa cara espanto? Bem, simplificando ao máximo, humm, poderia dizer que esse é o "outro lado de tudo". O lugar onde as coisas que não deveriam ir acabam indo. Onde o tempo passa conforme o desejo de poucos, afetando a vida de muitos. Deu para ajudar alguma coisa? - Perguntou Taronno enquanto se espreguiçava como se fosse um gato recém acordado.

- É... acho que sim... Não, na verdade não... - Disse o jovem mantendo seus olhos arregalados e se contorcendo pois o livro em seu corpo estava lhe dando uma coceira bem chata, desconfortável.

- Venha, monte em minhas costas, vou te mostrar algo que está acima desses muros de onde você veio - Aponta o hipogrifo para o distante e infinito muro de pedra preta.
- Ei, Lindy, é assim que você quer que te chame né? Espere aqui, não vou demorar. Ah, vou levar seu elmo, isso vai proteger o garoto.
- Não enche! - Exclamou Miranni, vermelha de raiva.
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Outubro 28, 2013, 05:21:01
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« Responder #7 : Outubro 28, 2013, 05:21:01 »

O garoto sobe nas costa do hipogrifo e ele sai voando em direção ao muro. O garoto percebe que aquela direção era de onde tinha vindo, mas não via mais nenhuma porta ou passagem por perto.

- Escute garoto, essa terra é muita perigosa, tenha muito cuidado com quem você fala. Minha irmã tinha razão de uma coisa, você é mesmo um garoto de sorte.

Ele fica quieto e sem nenhuma palavra para dizer, mas acena a cabeça e concorda. Continuam seu voo em direção ao muro e, por não estarem muito longe antes, logo começam a subir. O hipogrifo continua seu voo para cima até encontrar uma parte da rocha que sofreu erosão, que formava uma espécie de trilha, pousa e começa a ir caminhando.

- Ficou encantado com a paisagem, não? - pergunta Toronno.
- Sim, é um lugar lindo! - responde o garoto com um brilho nos olhos.
- Sabe, você deve ter estranhado o fato de eu ser irmão da ''Lindy'', certo?
O garoto acena com a cabeça dizendo que sim.
- Eu também sou um guerreiro como ela, mas há alguns anos, enquanto um grupo de guerreiros no qual eu estava incluído estavam indo completar uma missão, eu fui atingido por algo. Ninguém fazia ideia de onde tinha vindo aquele feixe de luz, e tudo que eu vi foi somente um clarão e desmaiei. Quando acordei havia visto que meus companheiro precisavam de ajuda, mas ao pegar minha espada vi garras, exatamente estas - para e levanta uma de suas patas - fiquei paralisado no mesmo instante, não conseguia me mexer, porém percebi que algo aconteceu comigo. Após aquela batalha descobrimos que o que me atingiu foi uma magia vindo de um bruxo que transformava quem o poder encostasse em qualquer criatura mística. Já tinha ouvido falar disso na minha cidade, no entanto, todos foram transformados em unicórnios ou em goblins, mas hipogrifo foi um choque.

O hipogrifo volta a andar e conta um pouco mais sobre o dia em que se tornou na criatura que o garoto via. Chegam ao topo do muro e o hipogrifo pede para ele descer e ver como era a cidade, ela tinha uma vista linda e um enorme castelo e varias casas ao longo de seu caminho...

  pessoal, por favor, tentem ñ fugir muito da história, tentem deixar com estilo aventureiro para a criação do jogo, pois esse é o intuito do roteiro. Muita historia sobre o que vai acontecer é ótimo, mas se prendam ao estilo rpg
Todos ficaremos muito gratos se conquistarmos o sucesso com a história    
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Outubro 30, 2013, 11:57:28
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« Responder #8 : Outubro 30, 2013, 11:57:28 »

A cidadela era bela, repleta de ruas estreitas porem coloridas e limpas. Vendedores de todo tipo de artefatos brotavam de praticamente todas as janelas oferecendo seus produtos a preços irrisórios segundo eles mesmos diziam.

- Essa é Kalaran, a segunda maior cidade além Cuttelo - Grita Taronno por conta do barulho dos vendedores e das conversas aleatórias dos ambulantes.
- Cuttelo? - Exclama o jovem, com a testa franzida.
- Sim, esse é o nome do grande muro que acabamos de sobrevoar. Esse grande monumento separa as terras de Ecolíven do resto do mundo. Estamos agora nas terras de Kalaran, também conhecida como Planícies da Alegria. E isso me faz lembrar de uma coisa: Jamais cheire as flores silvestres dessas bandas, ou você cairá num ataque de risos que durará dezenas de anos!

Os dois continuaram a caminhar, atravessando uma grande praça repleta de monumentos dourados, cruzando vielas escuras mas devidamente protegidas por soldados gárgulas, indo em direção ao grande castelo branco, que mais parecia um grande templo por conta de uma gigantesca doma de vidro.

- Pronto, chegamos ao lugar que queria te mostrar - Disse Taronno olhando com uma cara seria para o garoto.
- Esse é o Palácio da Luz. Aqui é onde os maiores pensadores do mundo se reúnem uma vez a cada cinco luas para discutir os problemas das cidades amigas, e dos recentes mistérios que estão acontecendo em toda parte. - Te trouxe aqui pois algo me diz que eles ficarão intrigados com a sua história já que não é a primeira vez que alguém como você surge do nada segurando um livro-essência.

Eis que mais uma vez o garoto começa a se contorcer de medo, tremendo e mexendo as pernas como se estivesse com vontade de ir ao banheiro.

- Preciso que você confie em mim da mesma forma quando aceitou subir nas minhas contas minutos atrás. Se você quer voltar para a casa, sem dúvida esse é o caminho. Afinal, não tem quase nada de os pensadores não saibam.

- E então, vamos lá?! - Diz o hipogrifo, levantando sua pata dianteira direita, como se fosse para dar um aperto de mão em direção ao jovem garoto tremeliquento.
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« Responder #9 : Novembro 13, 2013, 07:38:25 »

 O garoto concorda com a cabeça e engole em seco. Quando ele deu um passo para entrar no palácio apareceu uma vendedora ambulante com um capuz cobrindo o rosto. Foi então que ele percebeu que ela tinha os seguido todo esse tempo...
 - Esperem! - Grita a vendedora, desesperada - Onde você conseguiu esse livro, menino?
 A vendedora encara o garoto e revela sua aparência. Seu nariz era pontudo, seus olhos eram pesados e pelas rugas ela possuía muitos anos.
 A Miranni deu um passo a frente, retirou a espada de sua bainha e encostou a lâmina gelada no pescoço da vendedora.
 - Não toque nele! - ameaçou Miranni, fitando a senhora com seus olhos.
 - Você terá um destino muito cruel - disse a senhora apontando seu dedo pontiagudo para o garoto - Um conselho que te dou é pegar o livro e...
 Nesse momento Taronno deu um grito ameaçador e a vendedora saiu correndo.
 O medo encobriu o garoto. Suas mãos afrouxaram e o livro caiu no chão.
 -Não faça isso. - Disse Miranni após pegar o livro - Não se preucupe, nada irá acontece com você. Vamos entrar logo.
 Eles se viraram e entraram no palácio. Seguiram vários corredores até chegarem em uma porta grande, com uma madeira brilhante.
 - Espera um pouco, qual o seu nome? - pergunta Taronno colocando sua pata na frente do garoto, impedindo sua passagem.
 O menino abre a boca, hesita, toma coragem e finalmente revela:
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« Responder #10 : Novembro 15, 2013, 09:37:29 »

- Meu nome é Zackary! - disse o jovem, ainda ofegante por conta da recente correria.
- Muito bem, Zack, muito bem. Acho que antes de entrarmos no salão principal, devemos explicar melhor o que está acontecendo - Disse Taronno andando em círculos e olhando ao redor, procurando algo, possivelmente algum inimigo.
Da sombra de um dos pilares próximo a eles surge novamente Miranni, segurando o livro. Ela retira seu elmo e coloca novamente sobre a cabeça do garoto, e diz:
- Esse é meu elmo mágico, com ele eu consigo me teleportar de qualquer lugar para onde ele estiver. Porem esse processo só pode ser feito caso alguém esteja usando o mesmo. Por isso, não retire ele, principalmente quando Taronno não estiver por perto!
Miranni retira de sua armadura o livro, e entrega para Zack, que o recebe calorosamente, abraçando o artefato com força.
- Aquela senhora que a pouco nos abordou é uma antiga conhecida nossa, fruto de um grande erro que cometemos. Espero que acredite em nossas palavras, Zack, pois nos sentimos na obrigação de ajudar você a voltar para a casa, são e salvo - Disse Miranni enquanto tirava um pedaço de papel de seu bolso, aparentemente uma carta.
Barulho de passos surgem e começam a fica cada vez mais altos, e nesse instante Taronno fala em voz alta: - Não temos tempo agora, a sessão vai começar a qualquer momento, devemos entrar!
Miranni entrega a carta para Zack e sussurra algo para Taronno. Enquanto os dois caminham ela fica para trás, como se fosse para proteger o grande portão.
O palácio era grande, imenso. Uma grande doma de cristal cobria o céu, e graças a ela era possível mesmo de dia ver as estrelas e planetas, presas no grande firmamento.
Apesar de grande aos poucos o ambiente foi se enchendo de gente, humanos e criaturas vindas de todos os cantos do mundo. Alguns pareciam homens-peixe, outros morcegos que usávamos suas asas como túnica que brilhava como cobre lustrado.
Ao centro do grande salão havia um grande buraco com uma escadaria em espiral que ia até as profundezas escuras do mesmo. E ao redor do templo havia uma plateia, escadas de mármore com vários degraus que serviam como banco para todos se acomodarem.
- Ei, por que sua mão está brilhando, Taronno? - Perguntou o jovem puxando uma das penas da cabeça do hipogrifo, penas essas que eram grandes, parecendo ser orelhas para quem via de longe.
- Eu sou um porta-voz, e por isso sou um dos poucos aqui que podem a qualquer momento abrir voz e perguntar algo aos anciões. Quando o gigante gritar, grite junto com ele pronunciando seu nome lentamente, entendeu? - Disse Taronno ao jovem.
- Gigante, onde, como assim?! - Questionou Zackary enquanto o salão era preenchido com mais e mais gente.
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« Responder #11 : Novembro 17, 2013, 09:40:57 »

Zackary tentou conversar mais, porém o salão já estava com muitas pessoas, e as conversas paralelas faziam um zumbido terrível em seus ouvidos, tornando qualquer concentração impossível.
 E então um homem passou pela porta, ofegante, e gritou:
- Ele está chegando!
 Imediatamente todo o ambiente foi consumido pelo silêncio, todos se olhavam. E depois de alguns segundos, o chão começou a tremer. O garoto ficou agitado, mas percebeu que todos estavam tranquilos, como se aquilo fosse normal.
 Quando o "terremoto" terminou, dois homens com armaduras surgiram entre a multidão, e abriram a porta. Cobrindo toda a visão além da porta, um gigante, com uma pele similar ao de uma tartaruga e com os olhos vermelhos ruge em uma forma de cumprimento.
 Zackary então se lembrou de Taronno dizendo: "Quando o gigante gritar, grite junto com ele pronunciando seu nome lentamente". O gigante já havia gritado, então...
 -Yan - Kho - His, Yan - Kho - His - Todos repetiam em conjunto, abaixando a cabeça demonstrando respeito. "Yankohis, esse é o nome do gigante", pensou Zackary. E então repetiu a ação de todos.
 -Yan - Kho - His, Yan - Kho - His...
 O gigante então se curvou, e todos pararam. Taronno se aproximou do jovem, e, sussurrando, deu uma breve explicação:
 - Esse é Yankohis, Senhor Supremo. Ele é o ser mais inteligente que já existiu, e por isso tem o cargo máximo na hierarquia. Nenhuma lei, por exemplo, é aprovada sem sua permissão... 
 - Obrigado pela presença de todos - Disse Yankohis. Sua voz era bem grossa e ele possuía um leve sotaque - E aqui eu inicio o 9877º encontro internacional de debate místico.
 
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« Responder #12 : Fevereiro 19, 2014, 08:52:33 »

Da escadaria do grande poço que se localizava bem no meio do salão, monges anciões começaram a brotar, subindo lentamente, degrau por degrau enquanto o Sr. Yankohis continuava seu discurso:
- Estamos vivendo tempos de paz em Kalaran, o que é algo maravilho. Porem, sinto algo obscuro, uma nuvem negra que está para aparecer no céu e cobrir nossas terras mais uma vez como a escuridão. MAS NÃO DEIXAREMOS ISSO ACONTECER! - Diz o grande homem com os olhos arregalados, olhando para todos os lados do grande salão, enquanto todos gritam de alegria, comovidos com a mensagem.
- Como todos aqui já devem saber, recebemos a visita do atual representante das Ilhas Perolales, Gran Mastatory, que inclusive está aqui presente - Falou Yankohis apontando com a mão para a plateia, ao mesmo tempo que se ergue em meio a multidão um homem forte, negro como carvão e com olhos brancos como a lua.
- Boatos chegaram no ouvido do representante de que as cinco cidades estão se preparando para uma guerra, reunindo forças contra um inimigo comum. ... Mas da mesma forma que disse ao Mastatory digo a vocês agora: - Não é do conhecimento desse conselho, do regente de Kalaran e imediações, de nada relacionado exércitos e tão pouco de uma guerra eminente. Afinal, já se passaram mais de cinquenta anos dês do ultimo conflito contra os servos de Guart'Avaron. Estamos atentos como nunca estivemos, e lhes garanto que, se algo sério começar, que todos os aliados serão avisados, e juntos decidiremos o que fazer - Continuou Yankohis, andando de um lado para o outro enquanto falava.
O grande gigante se sentou em um grande bloco de mármore aguardando os demais anciões continuarem com seus relatos...
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Fevereiro 23, 2014, 12:09:22
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« Responder #13 : Fevereiro 23, 2014, 12:09:22 »

Pessoal, tive uma ideia, na continuação da história, podiamos ter dois lados, não exatamente um lado como os vilões, mas os dois lados se achavam os heróis e acreditavam que o inimigo era o outro... E Zackary entraria no meio disso tudo como um neutro. Imaginem como se fosse Romeu e Julieta... as duas familias achavam a rival, inimiga, mas nenhuma era inimiga... não havia vilão de verdade. O que acham?? Bom, vou continuar a história enquanto isso...
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Fevereiro 23, 2014, 12:45:20
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« Responder #14 : Fevereiro 23, 2014, 12:45:20 »

– Grande Senhor – começou um ser no meio da multidão que aos poucos foi se revelando enquanto outros se afastavam para abrir espaço à visão de Yankohis – soube que os Khowds estão novamente se preparando para uma guerra contra Kalaran e arredores – a criatura possuia pernas de bode e tronco, braços e cabeça humanos. No entanto possuia um cabelo encaracolado de onde chifres curvados para trás saíam. Ele sabia o que era aquilo, era um fauno... mas como ele sabia?
Houve um silencio no salão. O garoto achou que todos começariam aos poucos a murmurar, mas não foi o que aconteceu.
– Isso é um absurdo – gritou um homem próximo de Zackary. Tinha um bigode fino e seus olhos eram escuros, a mancha que os circundava os tornavam ainda mais negros – todos sabemos que os Khowds exilados estão praticamente extintos e jamais ousariam retornar aqui. Já fazem quase mil anos...
– Tempo o suficiente para um novo império ser construído – gritou o fauno.
– Nossos verdadeiros inimigos são os seguidores de Guart'Avaron – disse o homem.
– Mesmo que os Khowds conseguissem reunir um exército, ainda teriam de cruzar o mar, e atravessar o deserto e mais três cidades para nos alcançar – falou um terceiro homem. Este possuía um cabelo grisalho, no entanto não parecia ter mais de trinta anos.
– Aquele é Eskter, filho do último Rei das Seis Cidades do Oriente – sussurrou Taronno.
O garoto queria saber mais sobre essas cidades, mas não queria interromper a reunião e continuou a ouvir.
– Pelos Deuses do Oriente, Ark, já chega desses seus boatos – disse uma voz feminina ao lado do gigante. Pertencia a uma guerreira de armadura muito bela.
O fauno pareceu se intimidar ao ouvir a mulher falar, mas após um leve silêncio tornou a falar.
– Desculpe-me... milady... eu não queria voltar a esse assunto. Mas foi Alfred Knoll quem compartilhou essas informações comigo... já faz uma semana, não quis dizer nada, pois estava guardando tudo para o grande conselho.
– E aquela é a irmã de Eskter, Euryell – continuou Taronno se referindo à bela moça.
A garota piscou e fitou por um tempo, o chão.
– O que tem a nos dizer grande senhor? – perguntou ao gigante.
O gigante hesitou e caminhou seus olhares por todos da multidão. Zackary tentou se esconder atrás de Taronno, mas não adiantou. Assim que o gigante o viu, ergueu seus enormes pés e caminhou abrindo espaço entre a multidão até o garoto e agachou-se em sua frente.
– E você, quem é? – perguntou, o hálito quente e cheirando à álcool percorrendo por seu corpo.
– E-eu s-sou...
– Esse é Zackary, grande senhor – começou Miranni caminhando até o gigante e lhe reverenciando com a cabeça.
– Encontramos ele enquanto caçávamos um Réstio do Ecolíven. Ele não sabia onde estava nem como fora parar ali, muito menos lembrava-se de seu nome. Bom, parece estar recuperando a memória aos poucos.
O gigante hesitou e respirou fundo. Em seguida olhou para o garoto novamente.
– Olhe para mim, rapaz.
Zackary estava aflito em estar diante de um monstrengo daqueles, mas após um suspiro, ele olhou para os olhos vermelhos do gigante. O contato visual demorou um tempo até que um som foi ouvido. Eram trompas.
Todos no salão se agitaram e o gigante se levantou.
– As trompas soaram, o conselho está encerrado – disse o homem de bigode.
– Esperem! – começou Eskter – não são as trompas do conselho. Se preparem... o tempo está para mudar.
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« Responder #15 : Março 05, 2014, 08:09:34 »

bom....Hora de aceitar a sugestão, continuando onde parou e começando a historia de outro heroi

Todos do salão começam a falar uns com os outros, e o gigante ergue-se e começa a dizer:
- Acalmem-se! Sem nenhum tipo discussão à toa por aqui.
O silêncio toma conta de todo o local enquanto olham fixamente para o gigante. Ele volta a se agachar e pergunta para o garoto se ele sabe o que estava acontecendo, sobre qualquer coisa:
- Então me diga garoto, você sabe pelo menos como veio parar aqui? - Pergunta Yankhohis.
- S-s-sim, eu s-s-sei como. Começou quando... - nesta mesma hora é interrompido pelo homem de bigode.
- Espere um momento senhor, devemos mesmo nos preocupar com um garoto na nossa situação atual?
- Acho que podemos obter alguma resposta, aceite meu palpite por favor. - e o homem de bigode reverencia o gigante concordando com suas palavras - Então me diga garoto, do que você se lembra?
- Eu me lembro de ter entrado no armário de minha casa e... - hesita um instante por causa do medo - E quando percebi já estava no gramado de frente para a porta que passei com isso ao meu lado. - e abre seu casaco retirando o livro e mostrando-o à todos.
- Incrível! É o livro que todos estávamos à procurar! - diz Eskter.
- Incrível mesmo. - concorda Yankhohis - Como você o encontrou?
- Ele estava... Ele estava dentro de uma caixa em minha casa, eu o peguei antes de passar pela porta - responde Zackary.
- Bem... Pelo que vejo podemos esperar muito mais coisas vindo de você garoto. - diz Yankhohis.
Enquanto todos começam a falar em voz baixa sobre o garoto e o livro, alguém que estava coberto todo de preto sai do local pela porta principal e escreve em uma folha de papel: 'Tenho muitas notícias para lhe passar, mas precisamos nos encontrar pessoalmente para dar todas as informações.'.
Três dias atrás:
- Temos que ir para aquela cidade, se eles fizerem mesmo a reunião devemos descobrir o que anda acontecendo com tudo.
- É, mas não é tão simples, estamos falando de um grande conselho, fora ser extremamente difícil fugir das vistas de Yankhohis.
- Verdade. Mas podemos tentar não é verdade, afinal temos o chefe ao nosso lado.
- Certo, eu concordo em parte. O que você acha Dralgon?
- Podemos nos arriscar.
Eram cinco guerreiros de armadura, sentados ao redor de uma mesa de uma taverna no meio da estrada, à dois dias de caminhada para Kalaran, dentre eles estava Dralgon, um guerreiro conhecido por muitos. Seus quatro companheiros também eram tão poderosos quanto ele e tentam planejar a ida até Kalaran, pois sua aventura estava ficando cada vez mais arriscada, e uma das profecias citadas por uma velha bruxa para os cinco estava começando a se concretizar, Então Dralgon diz:
- Vamos então, para Kalaran!
- Certo! - respondem os quatro guerreiros

Bem....é isso aí galera, o segundo herói da história ja apareceu, o que acontecerá agora??
É com vocês agora, tentem ñ exagerar na historia,lembrem-se bem:' Sorriso forçado Pouca historia mais ação  '. Acho que já está mais do que na hora das aventuras, caprichem nas batalhas e nas criaturas que irão aparecer, aquele abraço  Piscar
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Marcio Magtheridon
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Morte aos infiéis!


« Responder #16 : Março 14, 2014, 02:14:59 »

O sol já estava se ponto e a cidade branca de Kalaran começara a se iluminar com lamparinas em altos postes. Os guardas noturnos começaram a se prontificar para ajudar na proteção dos membros do concelho, já que logo mais a reunião seria encerrada e muitos iriam seguir viagem para seus lares de origem.

O ser encapuzado, de preto, amassa a tal mensagem na folha de papel fazendo uma bolinha, e a lança sobre a multidão em direção a cabeça do gigante, mas Miranni é mais ágil e pega a bolinha antes dela toca o rosto de Yankhohis.

- O que é isso? - Perguntou Yankhohis espantado com a agilidade da guerreira.

- Hum... Senhor, precisamos conversar em particular, acho que meu irmão e eu sabemos o que pode estar acontecendo, e receio que pessoas aqui ao nosso redor podem ter relação direta com o perigo que se aproxima. - Disse a Miranni apontando um simbolo na folha amassada, uma insignia.

O gigante arregalou os olhos de surpresa, se ergueu e gritou a plenos pulmões: - Amigos, visitantes e membros do concelho. Temo que ainda temos muito o que conversar, mas o tempo acabou ficando curto. Dessa forma, peço que façam estadia aqui em Kalaran para que amanhã possamos dar continuidade na discussão. Faremos uma sessão extraordinária assim que o sol nascer. Preciso ir agora. Até logo mais.

Todos começaram a se olhar pois ficaram surpresos com a decisão do gigante em prolongar a reunião, mas aceitaram e começaram a evadir o templo, enquanto Yankhohis guiava Miranni, Taronno, Zackary e Gran Mastatory a seu escritório, descendo a grande escaria circular, nas profundezas do salão.

Já no escritório, que nada mais era do que uma gigantesca biblioteca, repleta de livros e papiros abertos, forrando todas as paredes e teto do ambiente. Yankhohis, confortável em uma gigantesca poltrona, disse:

- Muito bem, amigos, estamos agora em um local seguro. Miranni, por favor, me diga tudo o que sabe sobre essa mensagem e o que o simbolo da família Ranranav pode estar fazendo nesse documento.

- Ranranav?! - Exclamou Taronno, assustado, e continuou - Estamos falando de Tourmoor Ranranav, o braço direito Guart'Avaron na Guerra Naval?

- Foi exatamente por isso que convoquei Mastatory para essa nossa conversa particular, já que a Guerra Naval aconteceu nas intermediações das Ilhas Perorales. Ninguém melhor que ele para nos auxiliar nesse tema. - Disse Yankhohis, coçando a barba.
- Acredito que quem lançou essa carta tem relação direta com os Khowds encontrados nas terras ermas, os rumores da reunião do exercito das cinco cidades e o aparecimento de Zackary em Ecolíven. Estamos prestes a vivenciar uma guerra, mas não aqui em Kalaran, e sim mais uma vez no Arquipélago Rochoso.

- Está se referindo a uma Segunda Guerra Naval?! Não posso acreditar isso, quem teria condições de construir uma frota naval grande o suficiente para atacar o arquipélago e sair desapercebido? - Questionou Mastatory, perplexo com a possibilidade de uma nova guerra a sua pátria.

- A riqueza da família Ranranav é famosa, logo, alguma cidade costeira pode ter se aliado a "eles" e evitado deixar passar tais informações até nossos ouvidos. - Justificou Miranni.

- Acho que estou entendendo onde você quer chegar, Miranni. O boato do ataque Khowd a Kalaran talvez tenha sido um esquema para chamar a atenção do concelho, para nos preocuparmos com a terra enquanto o inimigo usa o mar para fazer seu ataque. - Disse Taronno, andando em círculos demonstrando nervosismo.

- A possibilidade de uma traição as Cinco Cidades é algo perturbador, mas não impossível. - Disse o gigante, e continuou: - Essa estratégia do inimigo seria algo bem típico dos seguidores de Guart'Avaron, mas uma coisa ainda não se encaixa... O que esse jovem garoto tem haver com tudo isso?

- Simples, meu senhor: Zackary não é originário de nosso mundo, veio para Panticeus por conta de um item que encontrou em sua casa, um livro, um "Livro-Essência". Esse livro o guiou até aqui, exatamente a Ecolíven, onde o inimigo já estava a sua espera, um Cochleam forte o bastante para escalar Cuttelo sozinho. Sorte que estávamos por lá, senão o caramujo teria pego o livro facilmente. - Explicou Miranni, dando andamento:

- Esse livro é algo raro, meu irmão e eu já tivemos contato com esse tipo de artefato. Com ele o inimigo teria como controlar a mente desse jovem, e manipula-lo. Talvez até, escrevendo suas memorias nesse livro o inimigo pudesse se transpor para um novo corpo, se tornando jovem, repleto de vida. Uma segunda chance de vida que qualquer servo do mal adoraria ter.
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Sua Bisavó
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« Responder #17 : Maio 12, 2014, 10:16:55 »

 Logo, toda a atenção se voltou para Zackary. O garoto fechou as mãos, com medo.
 - Acho que devemos achar um lugar seguro para ele, senhor - sugeriu Miranni.
 - Poderi... - mas então Yankhohis se interrompeu, e ficou perplexo observando o horizonte.
 - Sinto uma presença muito forte aqui. Como se tivéssemos sendo observados...
 - Também sinto isso - disse Taronno - Sinceramente, acho que alguns espiões conseguiram se infiltrar...
 Todos olharam para a porta, e ouviram passos apressados de fuga. Miranni sacou sua espada e imediatamente arrombou a porta com o pé e saiu correndo em busca do espião.
 Taronno se virou a Yankhohis.
 - Não estamos seguros, senhor!
 - Me sigam. - Yankhohis empurrou sua poltrona e abriu uma porta que havia escondida em baixo. Uma escada se revelou, levando a profundezas escuras.
 - É uma escada de fuga, leva para fora do palácio.
 - Então vão! Precisarei ajudar minha irmã - Taronno olhou no fundo dos olhos de Zackary - Preste atenção garoto: não confie em ninguém além de si mesmo.
 Zackary fez um sinal positivo com a cabeça e desceu as escadas, rumo ao seu destino.
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« Responder #18 : Maio 21, 2014, 07:47:26 »

Sou um grande adorador de As Crônicas de Gelo e Fogo, e por conta disso acho que devemos começar a matar alguns personagens! Uhauha Mas enfim, continuando a história:



Miranni gritou: - Zack, não tire o elmo em hipótese alguma! - E continuo a segurar a grande porta com a ajuda de seu irmão.

- Melhor eu levar você em meu ombro, meu jovem, assim poderemos ir mais rápido. - Disse o gigante a Zackary, enquanto empurrava algumas pedras e caixas no meio do caminho rochoso.

- Acho que devo ficar e ajudar os guerreiros, me sinto um covarde indo dessa forma com vocês - Exclamou Mastatory, enquanto arregaçava suas mangas e roupas, suando por conta da correria.

- Se o que Miranni disse sobre o livro é verdade, devemos proteger o garoto em um lugar seguro, e pelo visto Kalaran não é mais esse lugar. Sinto uma energia ruim, algo muito grande está acontecendo acima de nós... morte. - Disse o Yankhohis enquanto se espreitava nos corredores da gruta onde estavam, que parecia ficar cada vez menor, mais estreito.

O trio continuou por um bom tempo, rapidamente adentrando nas profundezas da gruta até chegar numa parte onde parecia uma subida, o que deixou Mastatory ofegante, quase indo a um desmaio se não fosse as palavras de motivação do sábio gigante. Cerca duas horas depois de se despedirem de Miranni e Taronno, Yankhohis diz:

- Bem meus amigos, chegamos... Daqui para frente não poderei mais acompanhar vocês pois os corredores são estreitos demais para mim. Vocês irão seguir em frente até encontrar uma bifurcação. Peguem a passagem para a direita, é só disso que me lembro, acho que será o suficiente.

Os olhos de Zackary se encheram  de água e Mastatory disse: - O que o senhor vai fazer agora?

- Vou me sentar um pouco, e tentar fazer o caminho de volta a meu escritório, quem sabe por lá ainda posso ser de alguma ajuda. Zackary, não te conheço direito mas vejo que és um garoto muito corajoso. Siga sempre o seu coração e aos avisos de seus dois amigos guerreiros. Mastatory, leve o garoto para Jazarun, na Torre Cinza. Diga aos anciões o que aconteceu aqui, e entregue esse documento a eles. Agora vão, e não voltem aqui seja lá o que virem quando saírem da gruta. - Disse o grande sábio gigante, enquanto se sentava no chão, exausto.

Mastatory e Zackary seguiram as instruções do sábio e ao sair da gruta, deram de cara com a grande cidade branca em chamas, com uma gigantesca parede de fumaça tomando o céu enquanto gritos de desespero ecoavam ao vento frio da noite.



O que será que estava acontecendo? Teria tudo isso haver com Dralgon e sua reunião de guerreiros, três dias atrás?
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Junho 25, 2014, 06:22:29
Mizuru
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Pela Máfia!


« Responder #19 : Junho 25, 2014, 06:22:29 »

 Yo pessoal, talvez eu faça algumas ilustrações e poste aqui depois

Após Yankhohis sair da reunião com o povo de Kalaran, um clima obscuro e escarnecedor tomou controle da cidade, como havia sido 50 anos atrás, em meio a guerra contra os Servos de Guart'Avaron. Dralgon e seus companheiros, que não estavam envolvidos nesse clima obscuro, se sentiram ameaçados e concordaram em partir de Kalaran e partilhar as informações. No entanto, foram atacados por algo jamais visto antes.
- Mas o que é isto? Dralgon, Cavendish, Gh...
- Para onde fora Miguel?
- Não só Miguel, Cavendish. Estamos sendo atacados. Prepare-se para o combate!
 Dralgon e Cavendish, por pura experiência em combate, entraram em posição de combate que os fez resistir por certo tempo, dando-lhes ideia para conjurar uma magia de transporte.
- Dralgon, ainda me resta um pedaço de Runa. Vou usá-la!
 Um portal apareceu em cima de suas cabeças - aparente super-célula negra -, sugando ambos, então, antes que pudessem ser atacados por este ser estranho. Porém, algo interferiu na conjuração, mudando seu destino.
- Cavendish... Por que viemos parar em Jazarun?
- Não é possível... A Runa usada só tinha capacidade de nos levar até os arredores de Kalaran...
 Os guerreiros recobraram a consciência, fizeram um minuto de silêncio pelos companheiros provavelmente mortos, mas continuaram seu caminho para entregar as informações.
- Faz pouco tempo que cruzamos esse lugar... mas me é estranho...
- Qual o problema, Dralgon?
- Três dias atrás não sentia essa calamidade vinda de um lugar tão reluzente...
 Dito isso, quando estavam para atravessar as fronteiras da cidade, algo lhes chama a atenção, paralisando sua missão.
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